Saúde Integral

09/01/2018 06h30

Mais Azeite, please!

Conheça mais sobre as maravilhas do azeite de oliva e aumente seu uso

Por Nosso Bem Estar

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Para incluir na sua rotina

O azeite de oliva é extraído de azeitonas maduras, após lavagem, moagem, prensagem fria e centrifugação. Está entre os óleos comestíveis mais consumidos do mundo, especialmente na culinária mediterrânea.

Ele é rico em ácidos graxos, especialmente o ômega 9, responsável por aumentar as taxas de colesterol bom e diminuir as de colesterol ruim, no sangue. Além desse benefício, o azeite de oliva é antioxidante, prevenindo doenças do coração, inflamações e até o câncer.

O melhor azeite de oliva é o do tipo extravirgem. É utilizado geralmente na preparação de pratos ou como condimento para saladas por conta de sua baixa acidez. Para escolhê-lo, prefira os que vêm acondicionados em vidros escuros, pois a luz pode oxidar o óleo. Para manter esse benefício de baixa acidez, guarde a embalagem longe do calor e da luz.

Formas de consumo

Além de ser um ótimo tempero para saladas, ele pode ser consumido de muitas outras formas, seja na finalização de pratos ou também para refogar verduras e legumes.

Contudo, é importante frisar que o azeite de oliva não deve ser utilizado para fritar alimentos, ele serve para quando o alimento não fica muito tempo em contato com o calor, já que as altas temperaturas alteram as suas características e, consequentemente, os seus benefícios.

Para ter mais saúde com azeite de oliva, consuma duas colheres (sopa) por dia desse óleo, da forma que preferir.

Na estética também!

Você já ouviu falar de azeite de oliva para o cabelo? E para a pele? Já fez ou conhece alguém que passou por um tratamento de beleza caseiro com esse óleo?

É possível fazer hidratação capilar com azeite de oliva, evitando ressecamento dos fios e frizz, por conta dos ácidos graxos e da vitamina E. Como a umidade perdida é reposta, os cabelos ficam macios, sedosos e leves.

Contudo, há algumas recomendações de uso: passe apenas nos fios, sem encostar no couro cabeludo. E retire o azeite totalmente, para que o cabelo não fique “cheirando à cozinha”. Por causa de sua gordura, também se pode lavar os fios no tanque, para não engordurar o piso do banheiro, evitando acidentes e facilitando a remoção do produto.

O azeite de oliva também é utilizado na pele, protegendo-a do ressecamento e evitando a incidência direta dos raios solares. O óleo também é benéfico para limpar o rosto, retirando as impurezas e células mortas.

Versátil e acessível

O azeite de oliva é um ingrediente versátil, benéfico para todo o corpo e possui preço acessível, sendo fácil de achar nas prateleiras dos supermercados. Compre agora mesmo o seu!

 

Azeite de oliva emagrece?

Quem busca a perda de peso geralmente passa longe de gorduras. Mas, no caso do azeite de oliva, isso deveria ser diferente. Afinal, esse óleo é benéfico e repleto de gorduras boas. E pode colaborar com o emagrecimento.

Isso acontece porque o azeite de oliva demora mais para ser digerido, então promove maior sensação de saciedade. Além disso, em razão da obesidade ser uma doença inflamatória, o azeite é bom porque combate e previne inflamações.

Apesar disso, não é possível se esquecer de que o azeite de oliva faz parte das gorduras e pode colaborar com o aumento de peso se não for associado à alimentação balanceada e exercícios físicos.

 

ATENÇÃO

Governo retira azeite de oliva de 64 marcas impróprio para o consumo

Fiscalização do Ministério da Agricultura em novembro de 2017 constatou presença de óleo não refinado

O Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento retirou do mercado 800 mil litros de azeite de oliva impróprio para o consumo, envolvendo 64 marcas e 84 empresas brasileiras que apresentaram indícios de fraude.

Foi confirmada a presença de azeite lampante (não refinado) e outros óleos, como a soja, não permitidos pela legislação. Foram constatados também erros de informação nos rótulos de 311 amostras coletadas em todo o país.

A auditora fiscal federal agropecuária Fátima Parizzi, coordenadora geral de Qualidade Vegetal do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, informou que no período de abril a novembro de 2017 foram fiscalizadas 76 marcas comercializadas e realizadas 240 ações fiscais em todo o País. Cento e vinte profissionais auditaram empresas envasilhadoras assim como o comércio atacadista e varejista.

Segundo Parizzi, do total de amostras coletadas e encaminhadas para o laboratório oficial do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul, 33 apresentaram “resultados conformes”, ou seja, estavam dentro dos padrões de qualidade estabelecidos pelo Ministério.

Para o azeite de oliva, em 43 amostras, os exames laboratoriais resultaram “não conformes”, por se enquadrarem como ”fora do tipo”, ou ”desclassificado”. A comercialização foi suspensa e os produtos retirados do mercado”.

Além das disparidades qualitativas relacionadas ao produto foram identificadas ainda irregularidades na rotulagem, contendo informações incorretas ou dúbias quanto à composição do produto envasilhado, o que resultou na retirada de 380 mil litros do mercado.

A coordenadora afirmou ainda que, para coibir as fraudes identificadas anualmente, o Ministério adotou medidas complementares de controle da entrada do azeite “lampante” no Brasil, reduzindo significativamente a importação. É um dos principais produtos utilizados para fraudes na industrialização do azeite.De outubro de 2016 a fevereiro de 2017 o Brasil importou 650 mil litros de azeite lampante. A partir de março de 2017, quando se intensificaram as ações de fiscalização e o acompanhamento técnico dos lotes, desde a origem até o processamento, reduziu-se sua importação a 84 mil litros, que ainda se encontram em processo de internacionalização, aguardando o refino.

O Ministério orienta os consumidores a ficarem atentos à denominação de venda do produto, descrito no rótulo frontal, uma vez que as empresas induzem o consumidor a erro. O termo “azeite de oliva” aparece em destaque, mas em letras miúdas constam as expressões “óleo misto ou composto, temperos e molhos”. É preciso atentar para as promoções pois um frasco de azeite de oliva contendo 500 ml raramente será comercializado com preços inferiores a R$ 10.

As informações relativas à qualidade do azeite de oliva virgem devem constar na vista principal do rótulo, lembrando que poderá ser também virgem ou extra virgem. Para o azeite de oliva, quando descrito como um produto composto, devido a mistura de azeite de oliva virgem com o azeite de oliva refinado, deverá ter a informação qualitativa no rótulo de” tipo único”.

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