Beleza

27/03/2019 08h00

Queda de Cabelos e Estações do Ano

É natural que os cabelos caiam mais durante o outono, mas é preciso tomar cuidado com a queda excessiva, que pode estar relacionada a dietas alimentares e crises emocionais.

Por Nosso Bem Estar

pixabay
Design sem nome (1)

Queda de Cabelos e Estações do Ano.

No outono, as folhas caem e os cabelos também". O ditado é certo, acrescentando também o inverno. Na verdade, o cabelo cai menos no verão porque existem sensores de luminosidade espalhados no folículo piloso (dentro do fio) que adiam a queda. No outono e inverno, menos luminosos, despencam todos os fios que já estavam "maduros" para cair. Segundo a dermatologista Solange Teixeira, da Universidade Federal de São Paulo, a queda observada no período mais frio do ano é em geral normal: "Nas pessoas sem tendência à calvície, os fios que caem são logo substituídos por outros." Antes de entrar em desespero com a queda de cabelos mais acentuada nesta época do ano, saiba que a situação costuma se normalizar depois que começa o inverno, como esclarece a tricologista Valcenir Bedin. Mas, se isso não ocorrer, é necessário investigar as causas do problema. Lendas, mitos e o fato de não haver uma causa única para a queda de cabelos impulsionaram a criação de uma especialidade, a tricologia, que é uma área multidisciplinar que congrega ginecologistas, endocrinologistas, nutrólogos, clínicos gerais e dermatologistas, entre outros. A especialização começou a ser necessária quando se percebeu que muitos problemas de cabelo tinham raízes em quadros que competiam a outras áreas.

AJUDA ESPECIALIZADA

Os especialistas alertam para o fato de ser comum a pessoa procurar cabeleireiros para resolver o problema de queda dos fios. Deve-se procurar um dermatologista quando mais de cem fios caem por dia (sim, é preciso contá-los), quando os fios soltos se tornam perceptíveis no travesseiro ou na roupa e quando se pode notar alteração no couro cabeludo, como descamação, coceira, vermelhidão e sinais de micose. Outros motivos que podem determinar uma queda anormal de cabelos: o puerpério (período da vida da mulher até seis meses após o parto), infecção grave, dieta rigorosa e abalo emocional, entre outros. A anemia é uma das causas mais comuns para a perda de fios, de acordo com Bedin. Relacionada a dietas com rigorosa restrição alimentar, a doença decorre da perda de ferro, essencial para a saúde do organismo em geral e do couro cabeludo em particular. Esse quadro também pode acontecer quando o fluxo menstrual é muito intenso.

CHAPÉUS

Existem problemas capilares que são menos frequentes, mas que também podem ser muito incômodos. Há, por exemplo, os vários tipos de dermatites do couro cabeludo, além da seborréica. A dermatite de contato é uma inflamação da pele que pode ser causada por fatores variados, como o uso de produtos descolorantes (como a água oxigenada), calor, corantes permanentes e o uso de chapéus e bonés por longos períodos. E um alerta: tão comuns quanto as lendas de crescimento e queda dos cabelos são os mitos sobre seus cuidados. Ainda que indicados com as melhores das intenções, desconfie de produtos milagrosos, mesmos os vendidos como sendo "naturais". E, no salão de beleza, não hesite em pedir explicações sobre o que estão fazendo em seus cabelos.

ALGUNS MITOS SOBRE O CABELO

Cabelo não é xaxim, sendo assim, dormir com as madeixas molhadas não faz mal aos fios. É errado afirmar que o cabelo demora 48 horas para secar.

Tampouco samambaia, em que se nutre a raiz para crescer firme e forte. De nada adianta comprar ampolas de vitamina, colocá-las no xampu e lavar os cabelos com essa finalidade. O ideal é uma dieta equilibrada, capaz de fornecer as vitaminas, que agirão de dentro para fora, e não o contrário.

Enfim, cabelo não é planta, cuja poda garante o crescimento mais sadio. Cortar as extremidades resolve problemas de pontas duplas, mas não proporciona um crescimento mais rápido nem mais forte.

Anticoncepcional evita filhos, e não o enfraquecimento do cabelo. Trata-se de uma lenda que dissolvê-lo no xampu fortalece os fios.

Ficar de cabeça para baixo não previne a queda por ativar a circulação sanguínea da cabeça. No máximo, essa posição pode provocar dor, torcicolo, mas nenhum fio preservado.

Fonte: tricologista Valcinir Bedin

X